
Por Cristina Serra

Dois ministros do STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, defendem a rediscussão da decisão de 2009 da Corte que extinguiu a exigência de diploma para o exercício do jornalismo.
Lembro bem que, na época, um dos ministros* comparou nossa profissão à de cozinheiro. Em grossa simplificação, foi assim: todo mundo cozinha, todo mundo pode ser jornalista.
Pois é, não pode.
Hoje, qualquer perfil de fofoca no Instagram, qualquer picareta que põe preço pra publicar calúnia e difamação, se diz jornalista.
Muito antes da internet dizimar empregos de baciada nas redações, a decisão do STF degradou a profissão e rebaixou salários e condições de trabalho.
Parece que, finalmente, estão se dando conta do estrago. O jornalismo – e jornalistas – continuam sendo essenciais para a democracia e para a vida em sociedade. Espero que a Fenaj tome à frente da campanha para restaurar o diploma e a dignidade da nossa profissão.
*PS. O ministro que fez a comparação entre jornalista e cozinheiro foi Gilmar Mendes.
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Miguel Baia Bargas