UMA FORÇA ESTRANHA:

Uma força estranha: Sempre foi. Ainda é. Não adianta buscar o destrato. Tentam, muitos, há anos. Idiotice pura. Sempre existiu, com as redes sociais ficou mais evidente. Somente. Mas antes do especial, escrevo aqui, mais instigado pela forma que foi moldado. Que se tornou um dos maiores intérpretes, cantores, da história da música popular brasileira, isso me parece inquestionável. Mas tem sua faceta de compositor. Na trajetória sempre ao lado, ou quase sempre, do seu melhor amigo Erasmo Carlos. Deve sentir muito, ainda, a ausência dele. Que tentou instigar, sem sucesso. Sua última composição, acho, já está velha: Esse cara sou eu. Não só pela significância artística alcançada ao longo da história, pela excelência atingida, Roberto Carlos, notoriamente, sempre teve a total admiração de todos os seus colegas, de variadas vertentes, em gerações, de variados estilos. O cara sempre foi ele. Se acomodou, por inúmeros motivos, na mesmice. Até superou, um tanto, certas manias doentias. Mas, hipoteticamente, um compositor novo, talentoso, que preenchesse sua vocação, lhe mandasse uma canção, ele ouviria? Gravaria? Um álbum novo? E se fosse o Caetano Veloso? Penso que não. Que doido. Mas continua sendo Roberto Carlos. Ao lado do insuportável Supla ou do seu compadre Jorge Ben. Jor ou o Babulina. Só esse encontro vai me fazer ficar diante da TV. Mais uma vez. Na fé. Até.

Fotos: Divulgação

Gilson Ribeiro

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