
“Um ou dois, sim. Mas, cinco? De maneira inesperada, cinco senadores republicanos se juntaram aos democratas para impor a primeira derrota significativa a Donald Trump no Senado dos Estados Unidos desde que ele assumiu seu segundo mandato. Por 52 a 47, os senadores estadunidenses concordaram que, possivelmente já na semana que vem, vão votar uma resolução para restringir o envolvimento militar de Washington na Venezuela.
Donald Trump denunciou os republicanos Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski, Todd Young e Josh Hawley dizendo que nunca mais deveriam ser reeleitos. Ele fez uma longa e raivosa postagem em sua rede social. O ocupante da Casa Branca atacou o War Powers Act, legislação de 1973, como ‘inconstitucional’, alegando que a lei limita os poderes do comandante-em-chefe das Forças Armadas. A lei exige que o presidente peça autorização ao Congresso antes de declarar guerra.
Os autores da proposta, Rand Paul e Tim Kaine, dizem que a primeira resolução será voltada a limitar a ação de Trump na Venezuela, mas que outras podem ser apresentadas para impedir que ele ataque a Colômbia ou a Groenlândia. Encantado com a ação militar bem sucedida para sequestrar o presidente Nicolás Maduro, Trump e assessores passaram a falar na ocupação da Groenlândia, que poderia provocar um racha definitivo na OTAN. Stephen Miller é o assessor de Trump que defende as pretensões coloniais mais agressivas do governo.
Nos bastidores, a PDVSA e representantes dos Estados Unidos negociam um acordo para colocar o petróleo venezuelano no mercado. Os detalhes são escassos, além das postagens exageradas de Trump — se declarando o rei da Venezuela.
O presidente do Congresso, Jorge Rodríguez — irmão da presidenta em exercício Delcy Rodríguez — agradeceu publicamente ao presidente Lula pelo trabalho diplomático que o Brasil vem fazendo nos bastidores. Ele também citou o ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e o governo do Catar.”

Por Luiz Carlos Azenha