Existe uma força motriz – a enigmática influência de Israel – por trás da política agressiva dos USA em relação ao Irã.

A grande questão em aberto é se essa influência é exercida por meios políticos e diplomáticos normais (lobby, alinhamento ideológico) ou se há, de fato, uma dimensão oculta e coercitiva, como o uso de material comprometedor dos arquivos Epstein.

O economista e professor Jeffrey Sachs é um crítico contundente da política externa de Trump e tem se manifestado repetidamente sobre o caso do Irã.

Sachs argumenta que os USA e Israel já estão engajados no que ele chama de “guerra híbrida” contra o Irã . Esta guerra não é declarada nem convencional, mas utiliza uma combinação de táticas para desestabilizar o país.

Quer dizer: sanções-choque para colapsar a moeda iraniana e causar sofrimento à população, forçando uma mudança de regime. Ataques digitais e campanhas de desinformação. Por fim, incentivar o descontentamento interno para criar instabilidade política crescente.

Isso não é uma tese do professor Sachs, mas fatos que a grande mídia internacional divulga e comenta faz tempo.

A suspeita de que Israel esteja usando informações dos arquivos Epstein para chantagear Donald Trump é uma alegação grave e especulativa que emergiu com força em veículos de comunicação e programas de opinião após a mais recente leva de divulgações dos tais documentos.

A teoria ganha força ao tentar explicar por que a administração Trump adotaria políticas tão alinhadas com os interesses do governo genocida de Netanyahu. A suposta chantagem seria a alavanca invisível forçando Trump a agir contra os interesses estratégicos dos USA, como na aceleração de uma guerra com o Irã.

Um relatório do FBI, citado por uma fonte confidencial considerada “confiável”, alega que o presidente Donald Trump teria sido “comprometido por Israel”.

A natureza exata desse comprometimento não é detalhada, mas o contexto dos arquivos Epstein, repletos de alegações de chantagem e gravações, alimenta a teoria.

Uma coisa é certa: a guerra de hoje não interessa aos interesses estratégicos dos USA.

A confrontação em várias frentes – tanto políticas, diplomáticas, comerciais, e agora bélico-militares – é o caminho mais curto para a derrota de qualquer governante. E Trump insiste nestes gravíssimos equívocos políticos.

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INFORMAÇÕES DE AGORA (MEIO-DIA NO BRASIL)

“Os USA nunca antes haviam experimentado uma série tão massiva e simultânea de ataques aéreos de grande alcance contra suas bases militares no exterior como os ataques de hoje contra o Irã.”

Um oficial americano disse ao ‘Wall Street Journal’ que o exército USA ficou chocado com as capacidades do Irã, que atacou todas as suas bases na região.

Até o momento, os iranianos atacaram bases americanas na Jordânia, Iraque, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita e Kuwait; todos os regimes vassalos dos USA foram bombardeados.

Cristóvão Feil

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