
Os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras lideranças, mergulharam o Oriente Médio em uma escalada de conflitos.
Enquanto bombardeios se espalham pelo Líbano e mísseis iranianos atingem Israel, a comunidade internacional assiste atônita a um conflito que, para muitos analistas, pode sair completamente do controle.
“Donald Trump retorna ao poder de certa forma enfraquecido e controlado pela ala do partido Republicano que ele confrontava originalmente. A extrema direita estadunidense sempre foi partidária do isolacionismo, mas hoje Trump está sob controle desses setores não conservadores, arrastado para guerras que transformaram a perspectiva de um conflito permanente num mecanismo de governo”, aponta Hugo Albuquerque, analista geopolítico, ao #ConexãoBdF da #RádioBrasildeFato.
Ele aponta que Israel não tem capacidade de confrontar o Irã por um mês ou dois sem o auxílio de Washington. “A doutrina militar estadunidense e israelense no Oriente Médio era: os EUA interviriam no Irã caso o país persa desse o primeiro tiro. Nas duas últimas ocasiões, a gente viu que, na verdade, Israel deu o primeiro tiro.”
O analista sugere que Netanyahu usou seu poder dentro da política estadunidense, incluindo conexões reveladas nos arquivos Epstein, para arrastar os EUA para o conflito. “O Trump perdeu o controle do governo e fez algo que ele não poderia fazer: uma guerra sem planejamento no Oriente Médio, para a qual ele não tinha consenso na cúpula do governo dele. A cúpula imediata não queria, mas eles foram arrastados pelos não conservadores numa aliança com Netanyahu.”
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