Previsão do tempo – Foto: Arquivo Bancada Sulistya

CLIMA

VEJA MAIS

Por BANCADA SULISTA COM INPE, INMET E CLIMATERRA METEOROLOGIA
Publicado em 01/06/2026 05:10

(Brasília-DF, 24/06/2026) Especialistas defenderam o esporte como instrumento do poder público para promover a saúde, a educação e a inclusão social no país, durante audiência pública que aconteceu nesta terça-feira (23).

A audiência foi promovida pela Comissão de Esporte do Senado (CEsp) para celebrar o Dia Nacional do Esporte e a Semana Nacional do Esporte, instituídos pela Lei 15.386, de 2026.

A senadora Leila Barros (PDT-DF), presidente da comissão e ex-atleta olímpica de vôlei, afirmou “que a atividade física promove a cidadania e o bem-estar de quem a pratica”.

“O esporte ensina disciplina, respeito, cooperação, responsabilidade, trabalho em equipe e, é claro, superação. E o mais importante: ensina a lidar com frustrações. Estimular a atividade física desde a infância até a terceira idade significa contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou a atual senadora.

A reunião cumpriu a um requerimento de sua autoria: o REQ 8/2026 da Cesp.

Saúde preventiva

O ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, que marcou presença na audiência enfatizou “que os ministérios do Esporte, da Educação e da Saúde possuem parcerias para instalar academias de ginástica pelo país, com foco na saúde preventiva”.

“Se nós pegássemos um pouco do orçamento para a saúde pública e alocássemos no esporte, tenho certeza que o SUS, Sistema Único de Saúde, diminuiria em seu tamanho”, disse ele.

Para o chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério do Esporte, Paulo Afonso de Araújo Quermes, “a cada real investido em esporte, há R$ 6 de retorno em saúde”.

Quermes também esclareceu que “45% das escolas brasileiras possuem algum equipamento que permite a prática de atividade física”.

Escolas

A médica cardiologista Stéphanie Itala Rizk fez um alerta: “a tendência é que os jovens pratiquem cada vez menos exercícios físicos”. Ela citou um “levantamento no qual 22,7% das meninas e 19,7% dos meninos afirmaram que não têm aulas de educação física na escola”, esse estudo utilizou dados de 2019 do IBGE.

“A atividade física diminui a mortalidade e o estresse, aumenta a longevidade, melhora a saúde mental… Nenhum medicamento já criado tem benefícios iguais a esse. A criança falta menos na escola, tem sensação de pertencimento. Noventa minutos de atividade moderada trazem esses efeitos”.

Para o presidente da Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE), Robson Aguiar, “as mudanças que ocorreram nas cidades nos últimos anos explicam parcialmente a redução das atividades físicas para essa faixa etária”. 

“Além de outros fatores que levam à falta da prática esportiva, o crescimento populacional e a infraestrutura das cidades não permitem mais que a garotada brinque na rua. A escola seria o ponto ideal, mas nada disso vai acontecer se o Ministério da Educação não estiver alinhado com o Ministério do Esporte”.

Robson Aguiar argumentou que “escolas com infraestrutura para o esporte e campeonatos escolares. como os promovidos pela CBDE,  são o caminho para incentivar o exercício físico com inclusão social”.

Ele ainda ressaltou que “a CBDE exige que os alunos estejam matriculados nas escolas, para participar nos campeonatos e que haja participação igualitária entre meninos e meninas, salientando que essas exigências trouxeram resultados favoráveis”.

Exemplo internacional

O educador físico Márcio Atalla apresentou “exemplos de políticas públicas de outros países que ele considera bem-sucedidas”. Atalla visitou países como Finlândia e Coreia do Sul para a produção do documentário “Vida em Movimento”, de 2019.

Ele observou também que “a situação da Coreia do Sul e a do Brasil eram semelhantes 50 anos atrás, mas que hoje o país asiático possui taxas de obesidade e de expectativa de vida muito melhores que as do Brasil”.

“Na década de 1970, tanto o Produto Interno Bruto quanto muitos outros indicadores da Coreia do Sul eram muito parecidos com os do Brasil. O programa de saúde pública, do país asiático, teve como pilar central a atividade física. Acho importante pensarmos em autonomia no final da vida, porque isso custa muito”, afirmou.

A comissão também ouviu, durante a audiência, relatos de representantes de associações que promovem o “esporte para pessoas em situação de vulnerabilidade”. Foi o caso do representante da Rede Esporte pela Mudança Social, Felipe Pitaro, e do fundador do Instituto Athlon, com foco em pessoas com deficiência, Kelvin Bakos.

Outros participantes da audiência:

BANCADA SULISTA COM INPE, INMET E CLIMATERRA METEOROLOGIA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *