Sem Lula no comando do Estado, o Brasil perde de forma fulminante o protagonismo internacional conquistado a duras penas e regressa à condição humilhante de pária global e chacota aberta das elites europeias e norte-americanas. A história diplomática não deixa margem para ilusões: as velhas potências ocidentais não respeitam governos que batem continência para bandeiras estrangeiras ou que oferecem a sua economia de joelhos em troca de um mero aperto de mão cerimonial. O respeito que o país impõe hoje nos fóruns globais mais estratégicos decorre exclusivamente da estatura e da coragem de Luiz Inácio Lula da Silva, que transformou a diplomacia brasileira numa força soberana, altiva e independente, forçando os líderes do Norte a sentarem-se com o Brasil em pé de total igualdade.

Quando essa barreira de contenção cai, o olhar de Washington e de Bruxelas sobre o nosso território muda instantaneamente da cautela geopolítica para o desdém absoluto. Para os centros hegemónicos do poder ocidental, uma liderança desprovida de envergadura soberana é recebida não como uma parceira estratégica de alto calibre, mas como uma peça descartável e motivo de piada nos corredores fechados das chancelarias. Sem a voz incontornável de Lula para peitar o protecionismo europeu e barrar os caprichos dos Estados Unidos, o Brasil é sumariamente rebaixado a uma feitoria moderna, uma república das bananas destinada apenas a fornecer matéria-prima barata e a acatar ordens sem direito a contestação. Os mesmos líderes que hoje são forçados a negociar com altivez passariam a tratar a nação com o riso cínico reservado àqueles que abrem mão da própria soberania por pura subserviência ideológica.

A implosão dessa relevância externa atinge de forma letal a capacidade de negociação do país no comércio e na tecnologia. Afastar-se do multilateralismo altivo para se rastejar perante o Ocidente isola o Brasil das pontes bilionárias construídas com o Oriente, desmantela o peso das nossas decisões nos BRICS e anula a nossa liderança moral sobre o Sul Global. Sem Lula, o país não perde apenas prestígio retórico; perde a sua armadura económica e vira alvo de pilhagem fácil, assistindo impotente à entrega das suas riquezas estratégicas sob os aplausos debochados de quem sempre lucrou com a nossa fraqueza. A escolha no cenário internacional é implacável: ou o Brasil mantém a liderança de um estadista temido e reverenciado em todos os continentes, ou aceita ser reduzido a um satélite ridicularizado pelos impérios do mundo.

Moz na Diáspora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *