A polícia de imigração dos Estados Unidos, o ICE, lançou uma ofensiva inédita de recrutamento sob o governo Donald Trump, recorrendo a estética e a uma linguagem associadas à supremacia branca para ampliar rapidamente sua capacidade de prender e deportar imigrantes. A estratégia surge em meio a protestos nacionais contra a agência e revela a disposição do governo em radicalizar sua política migratória mesmo diante de denúncias de abuso e violência estatal.

Com um orçamento extra de US$ 30 bilhões, o ICE passou a operar como uma força mobilizada em clima de guerra, investindo pesadamente em propaganda voltada a “americanos patriotas”, defensores do porte de armas e círculos da extrema direita. Cartazes e campanhas digitais evocam a ideia de “invasão”, exaltam um passado idealizado e recorrem a símbolos e códigos historicamente usados por movimentos supremacistas, enquanto o número de agentes quase dobrou em poucos meses, com treinamento reduzido e menos exigências técnicas.

O recrutamento não apenas normaliza a desumanização de imigrantes, como também transforma a política migratória em um projeto ideológico. Ao mesmo tempo em que amplia prisões e centros de detenção, o governo Trump silencia investigações, criminaliza protestos e trata críticas como ameaça à segurança nacional. Para essas entidades, o fortalecimento do ICE com base em retórica extremista aprofunda a erosão dos direitos civis nos Estados Unidos e expõe o custo humano de uma política que aposta no medo e no ódio como método de governo.

Com informações do ICL Notícias.

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