
O Irán tem uma das forças subaquáticas mais importantes e formidáveis do mundo, projetada especificamente para operar em águas rasas e passagens estreitas como o Golfo Arábico e o Estreito de Hormoz.
A frota iraniana opera entre 23-27 pequenos submarinos e unidades offshore, de acordo com estimativas de 2026, formando um pilar da doutrina marítima assimétrica visando neutralizar a superioridade marítima ocidental perto da costa.
A força principal reside nos submarinos anões “Ghadeer”, cujo número excede 20 unidades. Estes submarinos operam num ambiente ideal para se esconderem: águas rasas, fundo marinho complexo, ruído intenso de navegação e camadas sonoras perturbadoras.
Estes submarinos têm a capacidade de realizar uma tática de “emboscada no fundo”, posicionando-se no fundo do mar por longas horas sem movimento, tornando-se virtualmente indetectável, antes de lançar torpedeiros ou colocar minas terrestres quando o alvo está dentro do alcance.
Juntando-se a isto os submarinos costeiros “Conqueror” mais pesados, equipados com torpedos e mísseis de cruzeiro, que, após um ataque prolongado, reforçam a armadilha mortal do Irán no estreito.
O Irã é baseado no conceito de “esquadrões submarinos”, implantando um grande número de pequenos submarinos em sincronia com barcos rápidos, minas e mísseis offshore, criando um ambiente de combate saturado que torna qualquer grande força naval vulnerável à exaustão.
Nesta estratégia, o Irán não precisa controlar o mar, apenas o torna inútil.
É aqui que reside o poder dos submarinos anões: uma arma furtiva, relativamente económica e esquiva, capaz de paralisar um dos caminhos energéticos mais cruciais do mundo.
·
Ver original

· Classifique esta tradução