
Agressão abrangente
Os planos do governo israelense anunciados na noite de ontem (08), de endurecer a ocupação na Cisjordânia com o confisco de mais terra palestina, vêm gerando forte condenação internacional.
“Essa medida é mais um passo na direção errada”, declarou o porta-voz da União Europeia, Anouar el Anouni, a jornalistas. Já um comunicado conjunto, emitido pelo Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita em nome dos oito países muçulmanos, condena “veementemente as decisões e medidas ilegais de Israel destinadas a impor uma soberania israelense ilegítima”.
A Palestina apresentou um pedido urgente à Liga Árabe para a realização de uma sessão extraordinária, a fim de discutir as novas medidas israelenses relativas à Cisjordânia ocupada, segundo a agência de notícias Wafa.
“O pedido para esta reunião surge em virtude das recentes decisões agressivas do governo de ocupação israelense, que visam expandir os assentamentos coloniais, demolir casas, confiscar terras públicas e privadas e transferir os poderes da prefeitura de Hebron para a chamada ‘Administração Civil’ das autoridades de ocupação”, declarou o embaixador Muhannad Al-Aklouk, representante permanente do Estado da Palestina junto à Liga.
Cerca de 10% da população israelense, ou mais de 700.000 pessoas, estão em assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais, segundo o direito internacional. Nesse território, vivem cerca de 3 milhões de palestinos.
A liderança do Hamas Khaled Meshal afirmou que o movimento islamista palestino não renunciará às suas armas e rejeitará qualquer domínio estrangeiro na Faixa de Gaza, apesar dos pedidos de desarmamento por parte de Israel e Estados Unidos.
“Enquanto houver ocupação, há resistência. A resistência é um direito dos povos sob ocupação. É algo do qual as nações se orgulham”, declarou o ex-chefe do gabinete político do grupo islamista, que atualmente dirige o escritório da diáspora do movimento.
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