Durante séculos, os povos indígenas brasileiros ocuparam as páginas de livros acadêmicos, foram tema de pesquisas universitárias e objeto de estudo de antropólogos, historiadores e cientistas sociais. Agora, pela primeira vez, uma instituição federal nasce com a proposta de inverter essa lógica: colocar indígenas não apenas como tema do conhecimento, mas como protagonistas de sua produção.

A sanção da lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 28, representa mais do que a abertura de uma nova universidade pública. O projeto inaugura uma experiência inédita no ensino superior brasileiro ao prever uma instituição construída a partir das demandas dos próprios povos originários, com gestão indígena e processos formativos voltados às realidades culturais, territoriais e linguísticas das comunidades.

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