
Para fustigar Lula e castigar Alexandre de Moraes pelo seu protagonismo contra o golpe, a mídia, de um modo geral, abraçou a tese moralista da “culpa maior” de Moraes em relação a André Mendonça. Zanin destacou a contradição do julgamento de alguém incriminado por uma ação criminosa anterior. Os jornalistas, iludidos pelo cheiro de sangue que não escorreu, corriam em frenesi em busca dos nacos do cadáver que, afinal, não apareceu. No entanto o papel da imprensa foi além da incompetência programada, Alexandre de Moraes citou uma jornalista que esteve em conluio com um policial federal na suposta produção de evidencias plantadas, segundo a estarrecedora denúncia do ministro, por uma agente estrangeiro. Como se para comprovar as afirmações de Moraes, Dino apresentou matéria jornalísticas que naquele exato momento a mídia nacional e estrangeira anunciavam novas “punições” ao próprio Moraes pelos EUA. A mídia não consegue ver, até porque faz parte, da repetição da estratégia golpista da Lava Jato 1 e sua ameaça à República. A mídia sabia que ao atacar o ministro atacava o STF, trincheira exclusiva no enfrentamento do golpe ainda em andamento. De uma maneira geral todos os jornalistas e comentaristas da Globo News, por exemplo, vestiram a mortalha moralista, insuficiente e rasa para, como acusou Gilmar Mende, posarem de pixulecos ao lado de André Mendonça em favor da família criminosa.
