
Ele nem precisava de luz especial para aterrorizar seu povo e o mundo inteiro. Seriam Zumbis do Halloween seus seguidores?
Deve estar se divertindo enquanto percebe que está apavorando o povo estadunidense. Ele planeja mandar os imigrantes ilegais para Guantanamo, em Cuba, a base militar para terroristas, para onde foram os acusados de participação na explosão das torres gêmeas em 2001 em Nova Iorque.
Na certa quer impressionar seus eleitores fazendo com que eles acreditem que estes imigrantes de agora são todos criminosos. E que a culpa de tudo de ruim que acontece nos EUA é culpa deles, homens e mulheres, gente que costuma lavar os pratos nos restaurantes onde os ricos almoçam.
– São eles que colhem o que plantamos, disse a bispa de Whashington, aquela frágil mulher cheia de argumentos e coragem, naquele encontro inesquecível com o Monstro.
A ministra do Monstro Laranja disse que os venezuelanos são sacos de lixo. É assim que esse governo estadunidense vê e trata os latino-americanos, nós.
Assim é o senhor Topete Laranja: um Monstro do Hallowen com os países da América Latina e um hamster com a China e Rússia.
Fiquei sabendo que a censura já chegou na América que quer ser grande outra vez. Sim, a censura está solta pelas universidades estadunidenses. Justo ele, o Monstro Laranja, que, como bom ventríloquo das big techs dizia: “Sem censura nas redes sociais”. “Liberdade de expressão!”.
As pesquisas, os trabalhos científicos estão sob suspeição. Verbas já destinadas para projetos de 4, 5 anos, estão suspensas e serão revistas. Trabalhos e pesquisas sobre vacinas, vírus, diversidade, gênero, racismo, foram interrompidos nas universidades para serem avaliados pelo novo governo. Não vamos esquecer que quem vai comandar a educação é a fundadora de uma empresa de luta livre profissional, aquelas lutas com homens musculosos, que fazem barbaridades no ringue e depois a gente fica sabendo que era tudo “marmelada”.
Ao contrário do Monstro Laranja que o que quer da gente é o medo, vamos repetir Guimarães Rosa que o que quer da gente é coragem.

Neide Duarte