
O movimento calculado de Lula no tabuleiro geopolítico.
Em conversa com a chefe do FMI Kristalina Georgieva, Lula afirmou “nunca ter sido esquerdista” e defendeu que o mundo é do “caminho do meio”.
A declaração, que rapidamente viralizou, escancara a tática de um estadista veterano.
O aceno ao centro não é uma rejeição ao progressismo, mas um recado à sala de máquinas das finanças globais: o Brasil está disposto a conversar, desde que com projetos de soberania e inclusão social.
Quando o líder do Partido dos Trabalhadores reivindica o pragmatismo em detrimento do rótulo ideológico, ele disputa ativamente a narrativa sobre qual modelo de desenvolvimento interessa ao Sul Global.
É a defesa de uma governabilidade ampla que não se submete ao receituário neoliberal, mas que também fala a língua dos centros de poder.
Com essa sinalização não-doutrinária no G7, o presidente fortalece pontes diplomáticas no exato momento em que o multilateralismo sofre ataques do protecionismo imperialista.
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