“O amor pela bondade, sem o amor pelo aprendizado, vê-se obscurecido pela tolice.

O amor pelo conhecimento, sem o amor pelo aprendizado, vê-se obscurecido pela especulação frouxa.

O amor pela honestidade, sem o amor pelo aprendizado, vê-se obscurecido pela candura perniciosa.

O amor pela franqueza, sem o amor pelo aprendizado, vê-se obscurecido pelo juízo equivocado.

O amor pela ousadia, sem o amor pelo aprendizado, vê-se obscurecido pela insubordinação.

E o amor pela força de caráter, sem o amor pelo aprendizado, vê-se obscurecido pela intratabilidade.”

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Do pensamento de Confúcio (551-479 antes de Cristo).

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Meu comentário sobre o pensamento chinês:

Notem que o aprendizado é tudo.

O filósofo/sábio chinês Confúcio ilumina até hoje o pensamento do povo e dos governantes da China.

Confúcio nunca produziu temática religiosa como promessa de vida após a morte.

Nunca, em tempo algum, a China produziu qualquer mito de criação cósmica.

O universo do pensamento chinês é produto da cultura do próprio povo chinês. Eles não cultivam a ilusão de uma teleologia da História que conduza a humanidade à promessa da redenção pessoal, que passe ou dependa de uma divindade infalível.

Desde Confúcio (antes de Cristo), o pensamento chinês afirma um código de conduta social, onde não cabem promessas e ilusões de vida após a morte.

Hegel no ensinou que o advento das religiões monoteístas representaram um avanço civilizatório. Mas essas mesmas religiões, na sequência do tempo, foram capturadas por oportunistas de todo o espectro social. E hoje mais ainda.

Sendo assim, as religiões estão confundidas com supertições vulgares (isso não é opinião pessoal minha, foi apontado lá atrás por filósofos como Spinoza e Voltaire), instrumento de gente ordinária, bandidos de todos os gêneros e extrações.

Cristóvão Feil

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