Seus amigos, e penso que ele os tem muitos, todos qualificados, prestaram e vão continuar, além dos seus milhares leitores e fãs. Pois um dos maiores da literatura brasileira completa neste dia 31 de julho de 2026, seus 90 anos: Ignácio de Loyola Brandão. Tive a felicidade de compartilhar da sua companhia algumas vezes, em variados lugares. Da sua refinada ironia, do seu humor ácido, da sua sagacidade de observador, da sua cultura e inteligência. Além de ser também um incrível contador de histórias. Penso que ele tenha mais de 50 livros publicados. Tenho apenas 16. Cinco com dedicatória. Desde que o conheci quando ainda era estudante do curso colegial em Bauru. Fico rindo, que depois de uma palestra dada no Automóvel Clube, fomos para o bar debaixo, eu com o livro recém lançado, depois de proibido pela ditadura militar, o “Zero” nas mãos, como um troféu, quando ele puxou a conversa comigo, nervoso, a primeira coisa que disse: “Meu pai, como o seu, também trabalhou a vida toda numa ferrovia, a Noroeste. “. Ele riu, dizendo que tinha começado bem a nossa conversa. O título? Ora, quem o lê, o conhece, irá entender. Na fé. Até. Saravá. E também o dia, daí o batismo, do Santo Inácio de Loyola, que por sinal ele também escreveu um livro. Agora quero ver o documentário sobre sua vida, dirigido pelo seu filho André Brandão, “Não Sei Viver Sem Palavras”, já nos cinemas em São Paulo. Viva!

Gilson Ribeiro

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