Antes de mais nada, amigo Juarez, onde você estiver, e tenho certeza que está num lugar lindo, de paz, que te mereça, um forte abraço de aniversário. Estaria completando hoje, calculando, 85 anos. Depois da pausa para tirar a foto e você aproveitar do churrasco, vamos ao papo. Essa cena foi nos EUA. Numa Copa do Mundo, em 1994. Estou rindo. Sabe por que? Você só tascava o sarrafo na seleção. Na época até nos desentendemos um pouco por isso. Eu acreditava. Mas olha que coincidência, estamos vivendo de novo uma Copa do Mundo, e de novo nos EUA. Primeiro que você atuante aqui, teria asco da América do Norte hoje, com seu presidente escroque, racista, insano e belicista de extrema direita. E fico até rindo, de como você comentaria a atual seleção brasileira, que estreou jogando nadinha, vem mal ao muito tempo, com jogadores medíocres alçados a craques e um treinador italiano. Sim, o Ancelotti, que você conheceu muito como jogador, aquele meia que jogou no Roma em 1979, ao lado do Falcão. Você não acreditaria na falta de qualidade do nosso futebol. Tudo pode acontecer, nivelando por baixo, mas não acredito no sucesso desse time. Por esses lados, o Campeonato Brasileiro está paralisado, e o nosso Corinthians, indo aos trancos e barrancos, mas indo. De política, melhor nem comentar. O país vive uma situação caótica, com uma extrema direita rondando de novo, uma parcela da população cega, vamos ter eleições presidenciais, e claro você estaria engajado para seu amigo Lula se reeleger. Enfim está tudo muito confuso, difícil, nesse mundo. Você não está perdendo nada, se bem, se te conheço, era aí que você ganhava força, e estaria brigando pelo país e seu povo, que tanto amava. Você esbanjava vida e otimismo. E humor. E poesia. Ah, falando nisso, converso pelo whatsapp muitas vezes com a Larissa Soares . Ela sente muita falta sua. Todos sentem, mas vocês eram grudados. Mas incrível, como é ela sempre foi muito locada, sapiente nos momentos difíceis. Ela sabe e sempre saberá tomar as melhores decisões quando necessárias. E se reconstruir com as adversidades. Como a frase do Che: ela endurece mas sem perder o carinho. E respeito. Assim que se deve. E a vida segue. Todos nós temos que nos reconstruir sempre. Até eu, que pegava no meu pé, achando meio doido e irresponsável, parei de beber, estou levantando cedo. E adoro ainda escrever. Ler. Cinema e teatro. E você sabe, sempre com música. Começar de novo, como diz a canção do Gonzaga filho. Sei que você cuida de quem te ama da onde está, falando nisso, sua netinha, filha da Larissa, vejo por fotos às vezes, está linda! É linda! Então é isso, não quero te perturbar mais a sua paz. Éramos diferentes, mas sempre passamos por cima das pequenas diferenças, mantendo a amizade e o respeito até você partir. Um abraço enorme Chinês. E muito mais: dentro da gente continuar. E ficar. Na fé. Até.

Viva a data. Saravá.

Gilson Ribeiro

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *