No leito, o amor apavora, cega, desnuda, vaza, titubeia, engana e não diz nada. Na cama do amor me vingo do nojo, da lucidez, do permanente medo do meu corpo, da indecisão de me sufragar no gozo. No leito, quem manda é quem se deixa ficar. Sou um homem pouco, submisso ao que desconheço do amor.

A arte de alumbramento de Analu Prestes

Fernando Coelho

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