
Embaixador iraniano diz que diplomacia não tem utilidade agora, nega contato com Washington e alerta Europa sobre consequências
O tom subiu de vez nas relações entre Irã e Estados Unidos. Em coletiva em Genebra, o embaixador iraniano na ONU afirmou que, neste momento, não vê utilidade em retomar negociações com Washington, reforçando que o país está “muito cético” quanto à eficácia de qualquer diálogo imediato. Segundo ele, a única linguagem possível com os EUA é a “linguagem da defesa”, deixando claro que Teerã acredita ter capacidade de sustentar o confronto até que a guerra cesse. A declaração contraria o discurso do presidente Donald Trump e nega que o Irã tenha buscado negociação direta ou indireta, mesmo após duas rodadas de conversas realizadas recentemente em Genebra que, segundo mediadores, vinham avançando antes do início dos ataques conduzidos por EUA e Israel.
O recado foi além da retórica diplomática: o embaixador afirmou que qualquer base utilizada para atacar o Irã pode se tornar alvo legítimo, enviando um alerta direto a países europeus sobre possíveis consequências caso se envolvam militarmente. Paralelamente, o alto comissariado da ONU para direitos humanos, sob liderança de Volker Türk, manifestou preocupação com os impactos da guerra sobre civis, lembrando que ataques contra população ou bens civis podem configurar crimes de guerra. O cenário revela um endurecimento que reduz drasticamente o espaço para diálogo e amplia o risco de expansão regional do conflito. Diante desse impasse, a pergunta que fica é direta: estamos diante de um jogo de pressão estratégica ou da ruptura definitiva da diplomacia entre Teerã e Washington?
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