
‘A Venezuela escolheu o caminho da paz’
Hoje (23), o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, denunciou uma “campanha sistemática” contra seu país durante a 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na Suíça.
Gil afirmou que está sendo realizada uma ofensiva que é uma “operação política disfarçada de debate jurídico”, a qual leva ao congelamento de benefícios e ao preconceito, criminalização e xenofobia contra migrantes venezuelanos. Ele também exigiu a libertação do presidente de seu país, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, a deputada Cilia Flores, sequestrados pelos Estados Unidos no começo do ano.
Em seu discurso, Gil defendeu a via diplomática e “o caminho da cooperação internacional com base na igualdade jurídica dos Estados”, cobrando “a cessação de todas as medidas coercitivas unilaterais, o respeito pela soberania dos Estados e uma agenda de direitos humanos que não se esquive das grandes tragédias do mundo e que reconheça todas as vítimas igualmente, sem seletividade política para nenhuma delas”.
“A Venezuela escolheu um caminho. O caminho da paz com soberania, do diálogo sem renunciar aos nossos princípios e da reconciliação interna sem esquecer a justiça”, insistiu, aludindo à lei de anistia recém-aprovada.
O governo interino da Venezuela deu início à soltura de 379 pessoas. O anúncio foi feito pelo deputado Jorge Arreaza, em cumprimento aos prazos estabelecidos pela nova lei de anistia do país.
Segundo o governo, o objetivo central é “conceder uma anistia geral e plena em favor de todas as pessoas que tenham sido processadas ou condenadas” por delitos de caráter político. A medida abrange o período entre 1 de janeiro de 1999 — data da posse do ex-presidente Hugo Chávez — e 30 de janeiro de 2026 — dia em que foi anunciado projeto de lei encaminhado por Rodríguez à Assembleia Nacional.
Leia mais no
