
Estreou, no 30 de janeiro, em algumas salas de cinema, o documentário “Melania”, que incide sobre a primeira-dama dos EUA, Melania Knaus Trump. O filme, de 104 minutos, pelo que li, nos 20 dias que antecederam a posse, segundo mandato presidencial do seu bufão marido Donald. Não vi e nem pretendo. Não por algum viés ideológico, mas por não ter o mínimo interesse, nem na vida, muito menos no dia-a-dia dela, mesmo se não fosse mulher de quem é, ou mesmo se ainda fosse a modelo eslovena que um dia foi. Com uma beleza, digamos exótica, em público, na maioria das vezes, faz ares de enigmática e misteriosa.

Como agora demonstrado, também adora os holofotes. O documentário conta com um orçamento de U$40 milhões e até o momento arrecadou U$9,5 milhões. Foi produzido e dirigido por Brett Ratner (Hércules, X-Man, A Hora do Rush 2) depois de um afastamento de oito anos de suas atividades cinematográficas. Motivo? Foi denunciado por várias atrizes por assédio sexual. Nada de novo no set. Caso seja seu costume, penso que neste documentário não se atreveria. O marido dela também foi, mas nessa hora, eles não aceitam um outro do mesmo naipe. Sabem bem como funciona. O presidente está exultante, mesmo no momento em um segundo plano momentâneo, sem todos os holofotes que busca a todo instante. Vez ou outra fico pensando nisso: evidente que qualquer psicopata afeito ao autoritarismo, oferece enormes perigos. Ainda mais com muito poder. Mas sempre tive comigo, que Donald Trump está mais para um palhaço midiático, um Coringa se posando de Batman, um narciso típico, que volta para si mesmo a doentia libido. Ameaça, mas raramente finaliza seus delírios.

Depois de invadir a Venezuela, com óbvia conivência, arrotou o que não comeu, pelo menos ainda. O seu secretário Rubio, marca e ele esquece, de lembrar do Muro do México, da Faixa de Gaza, de Cuba, da Coreia do Norte, vociferar contra a China e a Rússia, o estado rebelde do seu próprio país, a tomada da Groelândia, ou outros por ora factóides, que brinca de ser sua Disneylandia. Pode perder a hora, o dia, no encontro com o Lula. Na minha ingenuidade, na minha falta de conhecimento de política e afins, sociologia ou filosofia, esperança, que penso ser intuitiva, vai conhecer seu ocaso antes de terminar o mandato. Uns jabs vai levar, ainda que seja pouco provável um nocaute. Noto que muitos que o apoiavam se mostram um tanto decepcionados ou cansados. Os EUA, queiram ou não, na sua essência, tem instituições sólidas e um alicerce que se mostrou inquebrantável ao longo da história. Caso contrário, Socorro! O novo longa do diretor Sam Raimi, gosto tampouco, que também não tenho nenhum interesse em assistir. Chiclete eu misturo com banana e o meu samba vai ficar assim: tatiratitá, purububum, tatiratitá…Na fé. Até. Saravá.

Gilson Ribeiro