A Liesa voltou a atravessar o samba dentro do tema “respeito ao jornalista e sua entidade de classe”, ao negar pela segunda vez o credenciamento de diretores do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro para acesso à Marquês do Sapucaí, nos desfiles das escolas de samba do Carnaval 2026, visando o acompanhamento das condições de trabalho desses profissionais.

Após a primeira negativa ao pedido de credenciamento, a diretoria do SJPMRJ enviou no dia 6 de janeiro ofício pedindo a reconsideração da decisão tomada. No ofício, o Sindicato procurou apresentar de forma clara o papel da entidade junto aos jornalistas na cobertura dos desfiles das escolas de samba, no qual destaca que:

“Mais do que uma formalidade, a presença do Sindicato na pista tem se provado estratégica para o bom andamento do evento. Destacamos que esta entidade teve papel relevante e ativo em ocasiões de crises passadas, notadamente nos lamentáveis episódios envolvendo acidentes com carros alegóricos. Nesses momentos de tensão, o Sindicato atuou prontamente como:

. Mediador de conflitos entre a organização, forças de segurança e os profissionais de imprensa;

.Garantidor da integridade física dos jornalistas;

.Defensor da transparência, facilitando o trabalho da imprensa na busca pela verdade dos fatos, evitando a propagação de informações desencontradas que poderiam prejudicar a imagem do espetáculo.

A ausência de representantes do Sindicato na pista deixa uma lacuna na gestão dessas relações de trabalho e na mediação de eventuais imprevistos, prejudicando tanto a categoria quanto a própria organização do evento.”

Entretanto, o descompasso em relação ao que foi demonstrado pelo Sindicato para que se chegasse a um entendimento se manteve. A diretoria da Liesa, em resposta enviada no dia 15, descartou a reconsideração do primeiro indeferimento com uma resposta em que a ambiguidade foi a tônica: “o pedido não foi aprovado podendo ter sido por critérios técnicos, documentais ou limitações operacionais do evento”.

Com certeza, os quesitos apresentados para formulação de desse julgamento não fariam parte da composição que norteia as decisões da comissão julgadora que dá nota aos desfiles das escolas – sempre tão específicos e objetivos.

O Sindicato lamenta a posição da Liesa, que de forma equivocada descarta o papel da nossa entidade em colaborar para que o trabalho da imprensa ocorra com segurança, ética e tranquilidade.

O SJPMRJ esgotará todos os meios para que sua função em fiscalizar as condições de trabalho dos jornalistas – um dos preceitos básicos do Sindicato no cumprimento dos deveres Estatutários com a categoria que representa, seja respeitado.

Afinal, levar nota 10 em 90 anos de luta na defesa dos jornalistas faz parte do nosso enredo.

Guilherme Vizane

Sindicato Jornalistas Profissionais Rio

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