
Ataques aéreos não atingem apenas o Irã; eles também enterram histórias incômodas.
Em 9 de julho, o Departamento de Justiça começou a divulgar o maior lote de documentos do caso Epstein: mais de 3 milhões de páginas, 2.000 vídeos e 180.000 imagens. O Congresso vinha pressionando por transparência há meses. E, de repente, a atenção nacional se volta para o Golfo Pérsico.
Enquanto a mídia repete o mantra de “apoiar nossas tropas”, os prêmios de seguro disparam, os preços do petróleo sobem e o debate nacional esquece Epstein para falar de mísseis.
16 americanos mortos. Mais de 430 feridos. A guerra com o Irã cobrou seu preço.
Mas a pergunta que nenhum grande veículo de comunicação quer fazer é:
Quem se beneficia dessa mudança de foco?
Se essas 16 vidas foram sacrificadas enquanto os poderosos escapavam do escrutínio, o custo não é apenas trágico. É imperdoável. Todo soldado morto merece mais do que ver o país que o enviou para a guerra usar sua morte como cortina de fumaça para proteger os poderosos.
Quando soldados morrem, devemos honrá-los. Mas o que acontece quando eles são usados para encobrir escândalos? Dezesseis vidas não são moeda de troca para a impunidade. O império sempre encontra uma guerra quando precisa de uma distração. A questão não é se soldados morreram. É se as mortes deles foram usadas para proteger aqueles que deveriam estar na prisão.
Trump — aquele pedófilo e psicopata — não se importa com os soldados que tombaram na guerra com o Irã. Quando um jornalista perguntou:
“O que o senhor tem a dizer sobre os militares mortos em combate?”
Trump respondeu: “Uau, que triste. É lamentável. Mas nunca permitiremos que o Irã tenha uma arma nuclear.”
A pergunta era sobre soldados mortos. A resposta foi sobre o programa nuclear do Irã. É vergonhoso. Nem uma palavra de respeito pelos soldados que perderam a vida. Isso diz tudo.
