Para quem achava estranho Janja querer participar do desfile da Acadêmicos de Niterói por ela e por Lula, e não pelo governo, na Sapucaí. Janja queria se divertir e agradecer a homenagem.

Pois Melania Trump, ela mesma, presidiu na segunda-feira, 2/3, reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, em nome do governo dos Estados Unidos e do marido.

Nunca aconteceu nada parecido antes. Melania vai presidir a reunião, como se fosse autoridade dos Estados Unidos, que está na presidência rotativa, porque foi escalada por Trump.

Por que ela? Porque Trump escolhe quem quiser e porque a reunião, em meio a mais uma guerra provocada pelo fascistão, vai tratar do papel da educação para que o mundo tenha mais tolerância e busque a paz.

Trump adora e valoriza a ONU. E Melania é conhecida no mundo todo por seu protagonismo em defesa da educação. Será um discurso histórico, enquanto os mísseis do marido matam crianças no Irã.

E ainda tem gente achando que há salvação. Essa encenação é uma das mais cínicas de todas as farsas do fascismo já vistas pela ONU, pisoteada e desmoralizada pela direita e pela extrema direita mundial.

(A palavra que Melania mais repetiu até agora no discurso que está lendo é esta: crianças.)

Por Moisés Mendes

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