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As forças armadas iranianas têm declarado repetidamente, nas últimas semanas, que estão totalmente preparadas para uma possível intervenção terrestre dos EUA. O Contra-Almirante Habibollah Sayyari, chefe interino do Estado-Maior do Exército, alertou em 8 de julho que qualquer tentativa de desembarque transformaria o litoral do Irã em um “inferno” para as forças invasoras. “O inimigo sabe que, se cometer esse erro, entrará em um inferno do qual não há escapatória”, declarou ele.

O porta-voz do Exército, General Mohammad Akrami-Nia, afirmou em 15 de julho que o Irã possui “capacidades ainda não utilizadas” e que poderiam alterar o equilíbrio de poder regional caso o inimigo persista em sua agressão. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, acusou Washington de planejar secretamente uma invasão terrestre e afirmou que as forças iranianas estão prontas para responder, alertando que os soldados americanos seriam “queimados” se entrassem no país.

O Irã afirma ter passado duas décadas treinando para uma “guerra assimétrica” ​​em antecipação a um possível envio de tropas dos EUA, e sustenta que está estrategicamente preparado para “reduzir as forças invasoras a pó” em seu próprio território. Essas declarações ocorrem em meio a ataques mútuos contínuos e à crescente tensão no Estreito de Ormuz.

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