
Ao longo desses tempos muitas pessoas, amizades, me cobram escrever um livro sobre algumas histórias que já contei aqui, crônicas feitas, por aí. Nunca tive e nem tenho vontade. Pelo menos por ora. Pois comecei a escrever minha biografia. Mas neste caso, unicamente para uma leitora: Camilla Ribeiro. No último Dia dos Pais, chegou para mim e estendeu o presente: ” Pai, achei tua cara. Pode escrever sem pressa, um dia eu vou ler”. Pois é bem interessante. Pergunta tudo, tudo, desde da minha infância. Questões fáceis e outras difíceis, umas pertinentes e outras impertinentes, mas todas fundamentais. Já comecei. Devagar. À mão, tentando caprichar na letra, na ponta fina de grafite de uma lapiseira. O pedido dela é uma ordem. Então vamos lá. Na fé. Até. Saravá.

Gilson Ribeiro