Ele não acabou no Irajá. Nasceu lá. Acabou, sim, sendo reconhecido internacionalmente como um dos maiores percussionistas do mundo. Talvez da história da música popular. Foi moleque da Bateria da Portela. Mas desde que foi para os Estados Unidos, em 1972, convite de Sérgio Mendes, sua vida se transformou, para Los Angeles, definitivamente se mudou. Conquistou a admiração, nada mais, nada menos, do lendário trompetista Dizzy Gillespie, que o apresentou para o dono da gravadora Verve que o apadrinhou. Daí….daí, difícil enumerar tudo aqui. Tocou com os maiores e as maiores: Bob Dylan, Aretha Franklin, Santana, B.B King, Barbra Streisand, Burt Bacharach, Quincy Jones, Alice Cooper, Eric Clapton, Michael Jackson, Madonna, Diane Krall e muito mais. De jazz ao blues, do blues ao rock, do rock ao country, do country ao clássico. Ele mesmo tem 9 álbuns autorais. Toca cerca de 200 instrumentos. Depois de ser capa da Melody Maker, da Down Beat, foi agora da Rolling Stone. Em maio será homenageado, deixando suas mãos na Calçada da Fama em Hollywood. O primeiro natural brasileiro. De Irajá. Esse é Paulinho da Costa, nos seus 77 anos em plena atividade. Dêem as costas. Ele sempre estará à frente.

Na fé. Até. Saravá.

Gilson Ribeiro

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