
- Criado em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, o Dia do Índio não é momento para comemorações. Este 19 de abril é importante para refletirmos sobre dizimação dos povos originários desde que os portugueses puseram os pés no Brasil em 1500. Estima-se que, na época, entre 4 e 5 milhões de indígenas habitassem terras brasileiras. Esse número foi drasticamente reduzido em consequência dos massacres realizados pelos colonizadores e, posteriormente, pelas invasão de fazendeiros e garimpeiros em terras indígenas.
- Existem atualmente 460 mil índios residindo em aldeias no Brasil, correspondendo a 0,25% da população brasileira. São mais de 107 milhões de hectares (12% do território brasileiro) divididos em 656 diferentes áreas indígenas. No entanto, a população indígena no Brasil é maior, pois esses números não incluem os índios que residem em locais fora de aldeias (cerca de 100 mil).

Combatamos o preconceito contra as comunidades indígenas e defendamos a preservação de suas tradições culturais e religiosas, sem qualquer interferência nos seus costumes. Durante quatro anos, até 2022, com um governo fascista no poder, as comunidades viveram em constante perigo. Suas terras eram invadidas e muitos foram mortos, com a complacência das autoridades.
Sob a liderança do presidente bosofascista, houve a criminalização de lideranças, o sucateamento da Fundação Nacional do Índio (Funai) e a estruturação de uma política anti-indígena. Triste!

Com #LulaPresidente desde 2023, os povos originários ganharam um novo status, inclusive com um Ministério comandado por um deles. No caso, uma: Sonia Boje Guajajara. Muita coisa mudou, mas é preciso avançar ainda mais.

Jorge Correa