
Oposição interna
Logo após as primeiras notícias do ataque dos EUA à Venezuela, na manhã de ontem (3), políticos estadunidenses do partido Democrata usaram as redes sociais e outros espaços para criticar a ação.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, informou ter telefonado para Donald Trump, presidente dos EUA, para expressar oposição ao ataque e ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro. “Atacar unilateralmente uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação do direito federal e internacional”, escreveu na rede social X.
Ele declarou, ainda, que a ação “não afeta apenas aqueles que estão no exterior, mas impacta diretamente os nova-iorquinos, incluindo dezenas de milhares de venezuelanos que consideram esta cidade seu lar”.
Trump sequestrou Maduro sob a alegação de que o presidente venezuelano teria envolvimento com narcotráfico. Na rede social X, a congressista Alexandria Ocasio-Cortez lembrou que a ação “não é sobre drogas”.
“Se fosse, Trump não teria perdoado um dos maiores narcotraficantes do mundo no mês passado”, escreveu, em referência ao indulto concedido por Trump a Juan Orlando Hernández, ex-presidente de Honduras que cumpria pena de 45 anos de prisão nos EUA por narcotráfico. “Isso é sobre petróleo e mudança de regime”, apontou Ocasio-Cortez.
O senador Chris Murphy, de Connecticut, declarou que “toda a política externa de Trump visa enriquecer Wall Street e a indústria petrolífera”. “A ação militar inconstitucional na Venezuela está colocando nossas tropas em perigo sem nenhuma estratégia de longo prazo.”
Para Pete Buttigieg, candidato à presidência em 2020 e secretário de transportes no governo de Joe Biden, Trump está seguindo um “padrão antigo e óbvio”. “Um presidente impopular — fracassando na economia e perdendo o controle do poder internamente — decide lançar uma guerra para mudança de regime no exterior.”
O senador Ruben Gallego, do Arizona, veterano militar que esteve no Iraque como fuzileiro naval, também se posicionou contrário à invasão. “O povo americano foi muito claro: não quer ser ocupante novamente e não quer ser a polícia do mundo”.

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