
A decisão do governo de Donald Trump de declarar as organizações criminosas PCC e CV como organizações terroristas pode ser considerada “a primeira interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras”. A avaliação é do professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, Gilberto Maringoni.
“Embora os EUA tenham tomado medida semelhante em outros países, no Brasil temos o gatilho das eleições. Trump decidiu dar um empurrão na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e entrou na disputa. Ele vai dizer que conseguiu ajuda do governo Trump para combater as organizações criminosas do Brasil, que o governo brasileiro não consegue fazer sozinho. É um movimento para recolocar Flávio na disputa após as revelações sobre o Banco Master”, avaliou.
A ida do primogênito de Bolsonaro aos EUA foi uma reação às reportagens do The Intercept que mostram as relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a produção do filme “Dark Horse”. Flávio pediu R$ 134 milhões à Vorcaro para financiar a produção e há suspeitas de que o dinheiro tenha sido usado para financiar a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA.

BRASILDE FATO