Abdon Barretto Filho apresenta o PodCast ‘Destinos RS’ na TV Minuano, Canal 525 da Claro TV e o programa ‘Pelos Caminhos do Rio Grande’ na Rádio Gramado On-Line – Foto: Arquivo Pessoal – Divulgação

Abdon Barretto Filho é economista pós-graduado em Comunicação Social, especializado em turismo

Por Bancada Sulista com Abdon Barreto Filho – Edição: Artur Hugen
Publicado em 24/04/2026 09:48

(Brasília-DF, 24/04/2026) Nos estudos das Ciências Econômicas, aprende-se que as necessidades humanas são ilimitadas e os fatores de produção (terra, capital e trabalho) são limitados.

O Ser Humano quanto mais tem, mais quer.A capacidade de buscar alternativas para viver melhor e do exercício do poder influenciam as decisões humanas.

Desde os primórdios da humanidade, o domínio da tecnologia esteve diretamente ligado à sobrevivência e ao progresso humano.

No filme A Guerra do Fogo (ficção,Jean-Jacques Annaud, França, 1982) que se passa na Europa durante o período Paleolítico, aproximadamente 80.000 anos atrás, ilustra os desafios de sobreviver.

A trama retrata a luta de hominídeos primitivos pela sobrevivência e o domínio do fogo, enfrentando a natureza selvagem e tribos rivais.Observa-se um momento crucial dessa trajetória: o controle do fogo. Homens sobreviviam dependendo de ter sua posse e como ninguém sabia como produzi-lo, o fogo era um grande mistério.

Mais do que uma descoberta, o fogo representou poder — aquecer, cozinhar, proteger-se e transformar o ambiente.

No entanto, sua utilidade dependia do controle.

Sem ele, o fogo poderia destruir tanto quanto salvar.


Esse é, talvez, o primeiro grande exemplo da necessidade humana de dominar aquilo que cria.

Ao longo da evolução humana, novas tecnologias surgiram e ampliaram exponencialmente as capacidades civilizatórias.

A pólvora revolucionou guerras; as caravelas permitiram a expansão marítima e o encontro entre continentes; a máquina a vapor impulsionou a Revolução Industrial; a locomotiva encurtou distâncias; o automóvel transformou cidades; o avião aproximou nações; as naves espaciais levaram o ser humano além da Terra.

Cada invenção trouxe benefícios, mas também riscos.

A energia nuclear ilustra claramente essa dualidade: pode gerar eletricidade limpa, mas também causar destruição em massa.

A internet, por sua vez, conecta bilhões de pessoas, democratiza o conhecimento e impulsiona a economia, incluindo o desenvolvimento dos destinos turísticos, mas também facilita a desinformação, crimes digitais e manipulação social.

Agora, a Inteligência Artificial surge como uma das mais poderosas tecnologias já criadas, capaz de aprender, decidir e até criar.

Diante desse cenário, torna-se evidente que nenhuma tecnologia é, por si só, boa ou má — tudo depende do uso humano.

Criar é apenas o primeiro passo.

Controlar e adaptar são desafios permanentes.

Sem controle ético, técnico e social, o avanço tecnológico pode levar a consequências imprevisíveis, incluindo riscos à própria sobrevivência da humanidade.

A Inteligência Artificial, em especial, exige atenção redobrada.

Com potencial para transformar todas as áreas da vida, ela levanta questões sobre autonomia, responsabilidade e limites.

Compreendê-la não é mais opcional, mas essencial.

O ser humano precisa garantir que essa tecnologia permaneça alinhada aos seus valores e interesses coletivos.

A resposta dependerá das escolhas feitas hoje.

O futuro tecnológico da humanidade não está apenas nas novas tecnologias, mas, sobretudo, nas mãos de quem as desenvolve e utiliza.

Será?

Respeitam-se todas as opiniões contrárias.


São reflexões.


Podem ser úteis.


Pensem nisso.

Pensem nisso.

(Da Redação – Artigo de Abdon Barreto Filho

Edição:

Artur Hugen

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