
Maioria contra mandantes
O STF formou maioria para condenar os cinco réus acusados de envolvimento na execução da ex-vereadora do Rio de Janeiro (RJ) Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Dentre os acusados estão os irmãos Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e Domingos Brazão, ex-conselheiro do TCE do Rio de Janeiro, ambos apontados pela PF como mandantes do crime.
Já Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM, e Robson Calixto Fonseca, PM e ex-assessor de Domingos, são acusados de terem se envolvido no assassinato, prestando auxílio intelectual e financeiro. Todos estão presos preventivamente e negam a participação.
A maioria foi formada pelos ministros Alexandre de Moraes, relator, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Em seu voto, Moraes alegou que as provas são “harmônicas e convergentes”, demonstrando a prática de atividades como agiotagem, extorsões e grilagem pela organização criminosa liderada pelos réus, visando a manutenção de redutos eleitorais e o enriquecimento ilícito.
Moraes rebateu o argumento de que a denúncia da PGR teria se baseado exclusivamente na delação de Ronnie Lessa. Segundo ele, os dados da delação foram corroborados por testemunhas e provas técnicas que se mostram coerentes, especialmente em relação à promessa de terreno como pagamento e posição de comando. “A investigação da polícia mostra a motivação do crime e a forma de pagamento.”
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