Após anos de alternância, o Brasil saltou para a primeira colocação no ranking anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em 2025. A movimentação foi internacionalmente noticiada pela agência Reuters, que destacou a ascensão do país sul-americano neste cenário.

Os documentos produzidos pelo conselho mostram que o país recebeu cerca de 6,1 bilhões de dólares em aportes da segunda maior economia do mundo. O valor corresponde a aproximadamente 10,9% de todo o capital chinês enviado ao exterior no período, deixando para trás nações como os Estados Unidos e a Indonésia.

Os recursos foram puxados, principalmente, pelas transações nos setores de energia, indústria automotiva e mineração. Os segmentos aparecem como os de maior interesse do capital chinês em território nacional.

No caso da energia, foram 1,79 bilhão de dólares investidos em projetos eólicos, solares e hidrelétricos ao longo do ano passado. Na mineração, os aportes aumentaram três vezes em relação ao período de 2024, com injeção de aproximadamente 1,76 bilhão de dólares.

O bom desempenho do país tem sido atribuído a uma série de fatores interseccionais. Entre eles, especialistas citam a busca chinesa por uma carteira de investimentos diversificada, complementada por atributos e interesses mútuos. A estabilidade econômica, a abundância de recursos naturais e o tamanho do mercado consumidor brasileiro são eventualmente mencionados como atrativos para o capital estrangeiro.

A reorganização financeira insere o país em uma zona de tensão geopolítica entre Pequim e Washington. Analistas apontam que o movimento de aproximação comercial possui potencial para, no longo prazo, reduzir a tradicional dependência brasileira em relação aos Estados Unidos.

Dados preliminares da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também foram divulgados junto com a notícia. O relatório da OCDE situa o Brasil na terceira posição global em atração de Investimento Estrangeiro Direto (IED), atrás apenas dos Estados Unidos e da China, com um volume total de 77 bilhões de dólares em 2025.

O anúncio dos números representa um novo capítulo na relação bilateral entre o Brasil e a China. Também serve como um termômetro para eventuais mudanças nas alianças econômicas do país nos próximos anos, acelerando um debate necessário sobre o reposicionamento do Brasil no tabuleiro financeiro internacional.

Após anos de alternância, o Brasil saltou para a primeira colocação no ranking anual do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em 2025. A movimentação foi internacionalmente noticiada pela agência Reuters, que destacou a ascensão do país sul-americano neste cenário.

BRICS – A NOVA ORDEM MUNDIAL – BRASIL – RÚSSIA – INDIA – CHINA – ÁFRICA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *