Em Pequim, o assessor especial e ex-chanceler Celso Amorim alertou sobre os riscos de ingerência estrangeira na América Latina e nas eleições de 2026. Amorim entregou uma carta do presidente Lula (PT) ao líder chinês Xi Jinping, destacando o balanço positivo das relações bilaterais e a cooperação em supercomputadores e satélites.

O diplomata defendeu o desenvolvimento conjunto de inteligência artificial baseada em código aberto e padrões éticos, por meio da aliança com a China na Organização Internacional para Cooperação em Inteligência Artificial. Sobre minerais críticos e terras raras, Amorim ressaltou que o Brasil busca autonomia e agregar valor científico aos seus recursos naturais com a recente criação do Cimce, superando a mera exportação de primários.

Ao abordar as tensões globais e o conflito no Oriente Médio, Amorim reiterou a defesa histórica do multilateralismo e do papel pacificador do Brics. “O Brasil é um país pacífico, mas ser pacífico não é garantia de que não possa sofrer interferência. Nós não podemos aceitar isso”, afirmou, reforçando a necessidade de fortalecimento da defesa nacional perante tentativas de pressão dos Estados Unidos.

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