Autoridades precisam dar atenção a logística da ‘Rota Caminhos da Neve’, pois o RS e SC deixam de gerar empregos, distribuir renda e recolher impostos (ponte de madeira do rio Cerquinha, debaixo d’água) – Foto: Grupo da BR 438-Divulgação

Por Redação com Assessorias – Edição: Artur Hugen
Publicado em 21/08/2026 00:29

(BRASÍLIA – DF, 21/08/2026) Com a intensidade do frio e chuvas do inverno a proposta de construção da BR-438 – Rota Turística e de integração das Serras Gaúcha-Catarinense, continua paralisada. Nos últimos dias com os eventos de fenômenos climatológicos a situação ficou ainda mais crítica para moradores, transportadores e corajosos turistas que se arriscam a trafegar pela rodovia.

No trecho (43km) entre a ponte das Goiabeiras e a BR-285, a passagem pelo Rio dos Touros e a estrada de terra com subidas e descidas íngremes deixou muita gente empenhada no ‘meio-do-nada’. Apenas nesta semana caminhões travaram o fluxo na subida próximo ao Rio dos Touros, onde foi necessário colocar tratores dos produtores rurais para desencalhar caminhões.

A região cresceu, a produção aumentou e o turismo avançou, mas as rodovias não receberam investimentos na mesma proporção e com as travessias de rios sem pontes ou com pontes de madeira impedem o fluxo e consequentemente o desenvolvimento. Para o coordenador do Grupo da BR-438, Jaziel Pereira de Aguiar, “É triste estar assistindo a tudo isso, mas essa é a realidade que estamos enfrentando”.

Governos

“Enquanto o Governo Federal demora para incluir a BR-438 no PAC e o Governo de Santa Catarina não retoma as obras da SC-114, as Prefeituras e as Câmaras de Vereadores também precisam agir com mais firmeza. Nossos gestores municipais e parlamentares precisam cobrar, articular e exigir prioridade junto ao Governo Estadual de SC e junto ao Governo Federal. Não dá para apenas assistir passivamente a essa situação”, aponta Jaziel.

Investimentos não chegam

Ele enfatiza ainda que “os investimentos via União e Estados não chegam, o desenvolvimento turístico e econômico que poderia gerar mais emprego, renda e novos investimentos para diversos setores da nossa região, vai sendo travado pela falta de infraestrutura básica”.

“A BR-438/SC-114 Rota Caminhos da Neve e a finalização dos trâmites legais para a continuidade das obras de pavimentação que falta no trecho (10,3km) catarinense até a ponte e o início das obras no trecho gaúcho ficamos de ‘mãos-atadas’. Precisamos transformar essa realidade”, afirma Jaziel Aguiar. Para ele, “a Integração de Gramado e Florianópolis, via Serras é a redenção econômica para esta sofrida população, produtores rurais e investidores que apenas assistem promessas e mais promessas, especialmente, neste momento, que antecede as eleições de 2026”, diz.

Questionamento

Jaziel Pereira de Aguiar, questiona que “provavelmente matéria-prima indo para SC, prejuízo para quem transporta com tempo parado esperando socorro e danos no caminhão, prejuízo para o município que precisa refazer reparos na rodovia. Aumentam os custos de produção, são recursos poderiam sobrar para investir em outras coisas. Usuários do RS esperando pelo Governo Federal. Usuários de SC esperando pelo Governo Catarinense”.

E, alerta: “estamos no mesmo barco e se não houver investimentos no ‘Caminhos da Neve’ continuaremos vendo situações como essas. Como poderemos desenvolver o turismo entre os dois estados? Imagina só uma família de férias tendo que ficar esperando uma solução. Há investimentos que são básicos e necessários”, conclui.

Da Redação com Assessorias –

Edição: Artur Hugen

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