
ANALISTA CRITICA AUSEÊNCIA DE ‘LIMITES’ PARA TRUMP: ‘É UMA COISA INACREDITÁVEL, NINGUÉM FAZ NADA
‘Diplomacia da perplexidade’
“Não tem ninguém, absolutamente ninguém que coloque algum limite. É uma coisa inacreditável. Ninguém faz nada.” O comentário sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é do analista internacional Giorgio Romano, coordenador da pós-graduação em relações internacionais da UFABC, e ilustra o que ele mesmo chamou de “diplomacia da perplexidade”.
Romano, que participou ontem (9) do jornal #ConexãoBdF, da #RádioBdF, falou sobre as ameaças feitas à Groenlândia — um território formalmente europeu, já que pertence à Dinamarca —, reiteradas após o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O especialista lembrou que os EUA e as nações da Europa ocidental são parceiras da Otan, uma aliança militar. O presidente estadunidense não parece se importar com isso.
“Como a Groenlândia faz parte da Dinamarca, faz parte da Otan. E ela é para dar segurança a todos os seus membros, inclusive aos EUA. O argumento é muito estranho, a não ser que ele não confie mais na Otan: ou seja, não confia nos aliados europeus”, afirmou. “Em algum momento precisa cair a ficha da Europa e conversar com a China, e não seguir com essa política anti-China, porque senão é fichinha para o Trump dominar o mundo”.
“A população da Groenlândia está totalmente desesperada. É uma coisa inimaginável… ameaçar com as forças armadas logo depois dessa incursão militar na Venezuela.” A esperança internacional, segundo Romano, é que Trump perca maioria nas duas Casas Legislativas nas chamadas “eleições de meio de mandato”, que vão renovar parte do Senado e da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil). “Se ele mantiver a maioria em ambas as Casas, vai ser dureza”, resumiu o analista.
Brasil de Fato