Penso que seria mais produtivo se ao invés de destacarem a linha tendenciosa de grande parte dos meios de comunicação, da imprensa que estaria favorecendo a campanha de Flávio Bolsonaro, aqueles que já estão alinhados com a vitória do presidente Luís Ignácio Lula da Silva dessem mais relevância quando surgem manifestações imparciais e honestas. Por exemplo, a entrevista feita por um colega que se assina Leonardo Furhmann, com o advogado criminalista de destaque, José Carlos Dias. Dias, que já foi Secretário de Justiça do governo de Franco Montoro e Ministro da Justiça no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, tem uma história das mais respeitáveis, e da de maneira elementar, o tom da entrevista, uma aula de clareza e razoabilidade. E ressalta o mais importante, que o Supremo precisa ser resgatado em nome da normalidade e permanência da democracia. A sessão desta terça-feira do STJ será de extrema importância para que isso aconteça, mesmo que caminhe sobre a lâmina de uma navalha jurídica, tão posta em dúvida atualmente. Um dia que não pode ser levado como um jogo de puxa cordas de torcedores fanáticos, um cabo- de-guerra de ideológico. Muita coisa está em jogo. Principalmente para o caminho da normalidade institucional. Penso, claro, que as tendências de cada um dos ministros existam e serão notadas. Mas o comportamento não poderá exceder, para a total falta de lisura. Diante das notícias que a Polícia Federal disponibilizou novo material, todo ele, das investigações sobre a relação de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, poderá surgir ainda, caso tenha materialidade, novos e cruciais elementos para o julgamento. A torcida tem que ser para o bem da democracia e da recuperação do mais importante poder do estado, o que seria normativo numa república. O Brasil está em jogo. Não candidatos. Na fé. Até. Saravá.

Gilson Ribeiro

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