Pra comparação, isso é mais que o dobro do orçamento federal do SUS pra 2026, que é de R$ 247 Bilhões

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (22) uma proposta orçamentária de US$ 95 bilhões, cerca de R$ 418 bilhões, destinada majoritariamente a sustentar a guerra do governo Trump contra o Irã. O placar foi apertado, 216 votos a 214.

O valor se soma aos US$ 37,5 bilhões, aproximadamente R$ 190 bilhões, que o conflito já custou até agora, segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Somados, passam de R$ 600 bilhões. Para comparação, isso é mais que o dobro do orçamento federal do SUS pra 2026, de R$ 271,3 bilhões.

PRA ONDE VAI O DINHEIRO

• US$ 60 bilhões direto pro Pentágono

• US$ 12 bilhões em ajuda a agricultores atingidos pela alta de combustíveis e fertilizantes

• O restante em outras despesas ligadas ao esforço de guerra

O montante é adicional ao orçamento de cerca de US$ 1 trilhão já previsto pras Forças Armadas dos EUA neste ano. A proposta ainda precisa passar pelo Senado, mas o Partido Republicano também tem maioria na casa.

O QUE DIZEM OS DOIS LADOS

Presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, o republicano Jodey Arrington afirmou que os recursos servem pra “apoiar nossas tropas em momentos de necessidade”.

O democrata Brendan Boyle pediu a rejeição do texto. “Nada para reduzir os preços dos combustíveis. Nada para reduzir os preços dos alimentos, apenas mais gastos com a guerra mais impopular da história dos Estados Unidos”, disse.

O Comitê para um Orçamento Responsável, apartidário, calcula que o custo real chega a US$ 130 bilhões quando entram os juros da dívida.

FAZER GUERRA É CARO

Diferente do Brasil, os Estados Unidos não têm um sistema público e universal de saúde. Um dos motivos é exatamente o custo orçamentário. A cobertura é um mosaico de planos privados, a maioria via emprego, e programas públicos restritos, como o Medicare, pra maiores de 65 anos, e o Medicaid, pra baixa renda. E uma lei recente criada pelo governo Trump vai diminuir a cobertura dos dois.

Cerca de 8,5% da população não tem nenhum seguro de saúde, o equivalente a dezenas de milhões de pessoas. E mesmo quem tem plano costuma pagar franquia e coparticipação antes de a cobertura entrar em vigor.

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