
A China conquistou uma posição de domínio estratégico global não por força militar, mas pelo controle de matérias-primas críticas, com destaque para o neodímio (usado em ímãs permanentes para tecnologia militar, veículos elétricos e energia).
A China detém cerca de 90% do processamento global desse mineral, essencial para indústrias de defesa, automotiva e de tecnologia.
Em 2010, a China cortou as exportações para o Japão, paralisando sua indústria. Os USA só perceberam a vulnerabilidade 16 anos depois, quando novas restrições chinesas afetaram fabricantes ocidentais.
USA e Japão passaram a disputar fontes alternativas, como as reservas da Turquia e da Groenlândia, mas esbarram no tempo e custo necessários para construir infraestrutura própria de processamento.
A China alterou a regra geopolítica: não se trata mais de quem tem mais armas ou petróleo, mas de quem controla os insumos invisíveis que alimentam a inteligência artificial, a energia e a tecnologia do futuro.
Mesmo as maiores potências (USA e Japão) estão “impotentes” diante da China, pois ela controla não apenas a fonte, mas o tempo e a torneira do suprimento desses materiais.
