
Milhões foram gastos para empetecar o Museu do Amanhã e impressionar a mídia, agradar patrocinadores e torcedores, principalmente aos que só se dão conta da existência do futebol em épocas de Copas do Mundo, “ consumidores de festa e não propriamente do esporte”, como escreveu Juca Kfouri.
Ao contrário da favoritaça França , que editou apenas um simpático vídeo com os jogadores convocados e só.
Foi a farra dos discursos ufanistas e da euforia desmentida, conforme observou Flavio Gomes.
Para a pomposa e milionária festa atingir o seu clímax era necessário uma celebração.
E ela surgiu da fala do vitorioso treinador, hoje garoto propaganda de cerveja, automóvel, plataforma de vídeo, etc…: a convocação do ex-menino Ney.
Explosão de alegria, imagem de Luciano Hulk vibrando, plateia delirando. Os marqueteiros rindo de orelha a orelha. A festa estava completa.
Teve até jornalista em êxtase enrolado no pescoço do presidente da entidade enaltecendo a “ beleza e a grandeza” do momento.
O melhor da fuzarca , porém, veio na coletiva , na contramão da euforia, quando o jornalismo prevaleceu ao puxasaquismo pachequista de alguns intragáveis coleguinhas.
Veio na pergunta sem rodeios de Paulo Vinicius Coelho, o PVC, que deixou o treinador embaraçado, quando comparou os 15 gols de João Pedro na fortíssima Premier League com os 15 jogos disputados pela cereja do bolo.
Enfim, como postou Milly Lacombe em sua coluna no UOL, “ era pra ser uma festa com a nossa cara, … mas o que vimos foi um encontro bizarro de patrocinadores e executivos “.
