Três navios chineses atravessaram o Estreito de Ormuz com autorização do Irã, em plena tensão militar na região. A travessia não foi por acaso, foi coordenada diretamente com Teerã, mostrando que existe um nível de alinhamento e confiança entre os dois países. Enquanto isso, outras embarcações enfrentam dificuldades, restrições e até cobranças para conseguir passar pela mesma rota.

O que isso mostra é simples e direto. Nem todos estão sendo tratados da mesma forma ali. Países ligados ao BRICS, ou que mantêm relações mais equilibradas com o Irã, conseguem operar com mais liberdade. A China, que vem defendendo abertamente a redução das tensões e o fim do conflito, aparece como um ator mais aceitável dentro desse cenário. E isso abre espaço para seus interesses circularem com muito mais facilidade.

Do outro lado, os Estados Unidos da América vivem um cenário completamente diferente. Pressionam, ameaçam, enviam tropas… mas na prática, enfrentam resistência e limitações claras. A guerra não trouxe controle total da região, trouxe desgaste. E quando você vê quem consegue passar e quem encontra barreiras, fica evidente que o poder ali já não funciona como antes.

Moz da diáspora

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