Que choro comprido. Que rio derretido. Choro pra dentro, dói. Eu carregou o atavismo esdrúxulo dos dias contados…esse choro que não chora aprendi em Conceitos do Almeida, um lugar sem tempo para o tempo. Esses eucaliptos escrevem a certidão de nascimento de minha terra, fincados nessa praça desde quando os bichos falavam, e cuidaram do meu parto, com a minha parteira, e me deram as mãos na infância, na adolescência, como um copo de leite e depois, nos caminhos de um fim que ninguém conhece. Eu e o meu eucalipto, silenciosos, juramos que um jamais veria a morte do outro. Para sempre.

A fotografia que me cinge de saudade, é da professora almeidense Kellen Lobo

Fernando Coelho

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