Relatos, extra-oficiais, indicam que mais de 3 milhões de pessoas já teriam deixado Israel, e esse número continuaria crescendo. A população de Israel é de cerca de 9,8 milhões de pessoas. Não há dados oficiais transparentes — em parte devido à forte censura — o que leva muitos analistas a considerar que o número real pode ser ainda maior.

Autoridades israelenses teriam orientado trabalhadores de empresas estatais a não retornarem às suas atividades, enquanto instalações industriais e estruturas estratégicas ligadas ao governo estariam sendo atingidas no contexto do conflito regional.

Esse cenário tem gerado muita incerteza e preocupações crescentes.

Ao mesmo tempo, oficiais das forças armadas judias admitem dificuldades para manter o efetivo necessário, chegando a defender o alistamento de grupos religiosos que tradicionalmente estavam fora do serviço militar obrigatório.

A realidade do conflito mostra algo evidente: uma coisa é enfrentar populações praticamente indefesas – armadas com pedras e paus (palestinos); outra, bem diferente, é lidar com ataques de mísseis e com uma guerra de alta intensidade.

Se esse quadro se mantiver, o futuro da região do Oriente Médio tende a se tornar cada vez mais sombrio. Para muitos observadores, a única saída duradoura passa pelo fim da ocupação dos territórios palestinos e pela busca de uma solução política capaz de trazer estabilidade e coexistência.

Por Pepe Rebellato:

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