
É uma atitude radical de quem sabe que cidadãos de muitas nações não conseguem chegar perto de nenhum desses países citados. Eu não faria nada parecido, mas entendo. Até porque não tenho bar.
Como entendo a situação de colegas jornalistas que nunca conseguiram entrar nos Estados Unidos. Tiveram o visto negado, insistiram e foram rejeitados outras vezes.
Estou escrevendo aqui e estou enxergando a cara deles. Não eram terroristas, não eram esquerdistas e não eram anti-americanos.
Eram apenas pessoas que, na visão da imigração, poderiam ficar morando lá. A situação desses dois colegas é tão absurda quanto a placa na frente do bar.
Tem gente impressionada por não poder entrar num boteco. Tem gente que não entra em países governados por fascistas.
Tem governo de país fascista matando as populações de outros países com bombas e, no caso de Gaza e de Cuba, também de fome. Porque para esses fascistas ninguém pode socorrer palestinos e cubanos.
Um bar é um bar que tem dono. Um país governado por neonazistas não deveria ter proprietário. É muito cinismo falar de xenofobia nesses casos, enquanto defendem os governos racistas e genocidas de Israel e Estados Unidos.
Vão tomar o absinto do demônio no bar do tio do Badanha.

Moisés Mendes