


No dia 25 de março de 1945 nascia em Niterói uma atriz. Mais que atriz. Nascia uma luz chamada Leila Diniz. Musa de uma geração. Sendo apenas Leila bagunçava a hipocrisia dos caretas. Sendo Diniz, era uma emancipadora feminina, apenas nadando na praia, representando, dançando carnaval, falando palavrão e assim sendo feliz. Se foi, num acidente aéreo, no voo 471 que caiu na Índia, da companhia Japan Airlines, quando retornava da Austrália. Era então casada com o cineasta Ruy Guerra, e mãe da pequena Janaína, que acabou sendo criada pelo casal Chico Buarque e Marieta Severo. O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu um poema com o título desta postagem que um trecho assim: ” Sobre as convenções/ esfarinhadas mas/ recalcitrantes,/ Sobre as hipocrisias seculares/ e medulares:/ o riso aberto, a linguagem desempedida,/ a festa matina do corpo,/ a revelação da vida.”. Leila para sempre. Na fé. Até. Saravá.

Gilson Ribeiro