
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a criticar o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, durante sua participação no Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe 2026. “Não queremos mísseis sobre Caracas, nem sobre qualquer país das Américas, nem ao norte, nem ao sul”, afirmou, alertando que uma nova escalada bélica teria consequências irreversíveis para o continente.
Em um discurso de 30 minutos, Petro expôs sua posição sobre o papel da América Latina e do Caribe no cenário global, em uma fala marcada pelo repúdio à guerra e pelo chamado a uma integração regional mais profunda.
Sua mensagem foi acompanhada atentamente pelos oito chefes de Estado presentes e por mais de 2.500 empresários reunidos no Panamá, em um evento organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF, que antes se chamava Comissão Andina de Fomento).
O presidente colombiano insistiu que o bombardeio de Caracas transcende “qualquer conjuntura”. “Bombardear Caracas, a pátria do Libertador, não foi por causa de Maduro — isso é conjuntural —, mas pela história entre os EUA e a América Latina”, destacou. Ele ainda alertou que “nenhuma geração de jovens esquecerá que bombardearam a pátria do Libertador, nem em nosso país, nem na América Latina”.
Ao longo de toda a sua intervenção, Petro também enfatizou a importância da integração regional, argumentando que os povos teceram laços históricos mais sólidos do que aqueles construídos pelas instituições formais.
“Os povos se articularam na história de tal forma que devemos começar a nos ver como uma civilização latino-americana e caribenha, diversa e intensa, mas unida”, disse, acrescentando que essa articulação hoje é “muito mais poderosa do que a dos Estados-nação, que foram perdendo poder progressivamente”.

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