O que aconteceu na França – com a esquerda vencendo em cidades centrais como Paris e Marselha – não é um fato isolado: faz parte de um movimento mais amplo na Europa de contenção da extrema-direita em um momento de guerras, tensões globais e disputa geopolítica.

Em meio a conflitos internacionais e ao avanço de discursos nacionalistas, esses resultados sinalizam que parcelas importantes da sociedade europeia estão reagindo a projetos autoritários, anti-imigração e contrários à cooperação internacional.

E a Itália reforça esse cenário: os italianos rejeitaram, em referendo, a reforma judicial proposta pelo governo de extrema-direita de Giorgia Meloni, com cerca de 54% votando “não”, em uma derrota política significativa para seu projeto.

A proposta era vista por críticos como uma tentativa de interferir na independência do Judiciário, e sua rejeição mostra um freio democrático a agendas autoritárias.

Em um mundo atravessado por guerras e instabilidade, esse tipo de resposta popular tem peso geopolítico: enfraquece lideranças alinhadas ao radicalismo de direita e fortalece a defesa das instituições.

Para o Brasil, o recado é claro – enfrentar a extrema-direita não é só uma disputa interna, é estar do lado da democracia global, da paz e de um projeto de futuro baseado em direitos e não no medo.

Por Jandira Feghali

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