Funcionários de escolas do RS seguem com apenas 6% de reajuste acumulado nos últimos anos, enquanto a inflação no período ultrapassou 80%, segundo dados do Dieese. A defasagem salarial ultrapassa os 70%. Na tarde desta terça-feira (24), a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) aprovou por unanimidade o reajuste de 5,4% aos professores da rede estadual, deixando de fora funcionários e aposentados, que estão com o salário congelado há 12 anos.

A votação escancara a seletividade da política salarial do governo Eduardo Leite (PSD). Enquanto professores ativos com direito à paridade receberão o reajuste, um contingente de cerca de 53 mil servidores ficará de fora. É uma situação obscena. Alguns deputados recebem em um mês o que funcionários de escolas recebem ano inteiro, e mesmo assim eles se negaram a dar um aumento. Entre os excluídos estão funcionários de escola, merendeiras, agentes administrativos, monitores e professores aposentados sem paridade, que seguem com os salários congelados desde 2014. Não à toa a maior parte deste contingente é composto por mulheres negras.

O governo Leite aprofundou a política de “dividir para conquistar” na categoria da educação. Os trabalhadores da educação não são mais somente divididos entre contratos temporários sem direitos e concursados (que permanecem com direito a estabilidade embora tenham perdido o plano de carreira). Há uma nova divisão que cresce no magistério gaúcho: o aumento do trabalho terceirizado, com frequentes atrasos salariais. Eduardo Leite (PSD) aprofunda uma divisão salarial entre quem faz a escola funcionar.

Muitas escolas ainda estão sem merendeiras, impondo que vice-direções e direções (em alguns casos professores e até alunos) ajudem nos refeitórios para que as crianças não fiquem sem merenda escolar. Com a terceirização das funções na escola, o governo oferece salários de miséria, sem reajustes, e ao mesmo tempo repassa milhões de reais para empresas privadas poderem lucrar com aquilo que deveria ser público. Afinal, educação não deveria ser uma mercadoria.

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