Apoio para além do financeiro

Em uma coletiva de imprensa realizada hoje (11) em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reafirmou o compromisso da China em apoiar Cuba diante da crise energética provocada pelo bloqueio imposto pelos Estados Unidos. “A China, como sempre, fornecerá a Cuba apoio e assistência da melhor forma possível,” afirmou.

Em janeiro, o país asiático enviou 60.000 toneladas de arroz e ajuda emergencial de US$ 80 milhões, um gesto significativo de solidariedade que visa mitigar a escassez de alimentos causada pela crise energética. O porta-voz não entrou em detalhes sobre o próximo tipo específico de assistência que seu país fornecerá, deixando claro que isso dependerá de “consulta entre a China e Cuba por meio de canais bilaterais.” Em outro momento, ele apontou que questões relacionadas ao envio de combustível ou ajuda financeira ainda estão sendo discutidas.

Lin também reiterou que “a China apoia firmemente Cuba na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais, opõe-se à interferência estrangeira e repudia resolutamente quaisquer ações ou atos desumanos que privem o povo cubano de seus direitos à sobrevivência e ao desenvolvimento”. Essa declaração reflete a postura contínua da China em apoio à soberania de Cuba e contra as pressões externas, especialmente as provenientes de Washington.

O bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos continua a afetar gravemente a economia cubana, especialmente o setor de energia, transporte e agricultura. “A falta de energia tem prejudicado a produção de alimentos, os serviços de saúde e até mesmo o transporte público,” comentou Lin, destacando os efeitos diretos da escassez de combustíveis sobre a vida cotidiana da população cubana. Além disso, a suspensão de voos internacionais devido à falta de combustível foi mencionada como uma das consequências mais visíveis da crise energética em Cuba.

Além disso, Lin reforçou a importância da soberania cubana em um momento de crise, afirmando que “a China está ciente dos desafios que Cuba enfrenta e, como sempre, fará o possível para ajudar a aliviar essas dificuldades”.

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