ASSIM FORAM MEUS CARNAVAIS: Numa primeira postagem, logo cedo, devia estar dormindo ainda, ilustrei errado, com essas fotos. Lá, já mudei. Aqui procedem. Repito a introdução: mesmo sendo do Dep. Esportivo das emissoras, em grandes eventos, plantões, era frequentemente requisitado pelo jornalismo. Nos carnavais, por exemplo. Dois episódios que muitos acham graça, enquanto, para mim, foram constrangedores. Assim: Ano de 1985. Então na TV Bandeirantes, fui solicitado pelo Diretor da Rede, o Eduardo Lafon, para integrar a equipe que neste ano iria cobrir o tradicional baile de carnaval chamado ” Nos Mares do Sul”, me parece, no Clube Ilha Porchat, em São Vicente. Penso que era na sexta-feira, com a presença de várias figuras ilustres. Como sempre comandado pelo animador Edson “Bolinha” Cury, integrava a equipe a apresentadora e depois atriz Cristina Prochaska e o debochado Otávio Mesquita. Ela no camarote entrevistando as personalidades, ele na entrada e na porta dos lavabos. Eu no salão, entre as mesas. Foi nessas noites que aconteceram dois lances marcantes: o primeiro garanto pois ouvi: o Otávio invadiu o banheiro masculino e perguntou para um travesti, era assim chamados na época, se ele urinava de pé ou sentado. O outro, foi ficou lendário: depois fiquei sabendo, que um câmera tendo a ordem de fechar na Prochaska, teria entendido, entendido errado, e enquadrou a genitália de uma moça, que bailava em cima de uma mesa. Não vi. Nem ouvi. Me parece invenção da turma. A minha gafe, garanto. O Bolinha me chama, lá vou numa mesa, ouço uma moça, seu par, outra moça, tudo gritado, claro, achava um horror aquilo, não escutavam, repetia aos gritos, perguntas de sempre, ridículas, e respostas de sempre, patéticas. Tento sair da mesmice, chego para uma odalisca, que devagar só balançava levemente a cabeça, pergunto seu nome, tipo: E VOCÊ, LINDA ODALISCA! HÃÃ…QUAL SEU NOME? digamos, “DULCE!” …DA ONDE VOCÊ É? ” DE SÃO PAULO!” PARECE MEIO DESANIMADA! SAMBA UM POUCO PRÁ GENTE VER!

Ela faz um muxôxo, aponta para o pé, o câmera desce e mostra. Estava gessado e nem percebi. É com você, Bolinha. E o Grande Final, lá atrás. ANO: 1979. Estava de plantão, eram por volta das onze da noite, segunda-feira. Sem tarefa. Surge o rádio-escuta, o Pedrão, e fala sobre o carnaval de rua da Penha. Não sei se foi já sugestão deixada pelo pauteiro Renato Sant Ana, para o Bom Dia São Paulo. Buscam o câmera. Não me lembro, mas poderia ter sido o batalhador “Tigrão”, meu irmão Luiz C Novaes, o da foto, começando, fazia as imagens do telhado na abertura do telejornal matinal, pau para toda obra. Aqui o Uruba, ainda me chama assim, presta sua homenagem. Ele durante anos, e agora, depois de se consagrar na Globo Nova Iorque, se aposentou. Voltemos ao desastre: vamos então deixar para o Tigrão, que recebe a lata com a cota máxima de filme, os mínimos 200 pés, vai arrumar o equipamento lá embaixo, enquanto recebo instruções do chefes de reportagem de plantão, Adalberto Bottino e Wagner Maffezoli. ” Vai lá Gilsão, tem a rua, tudo aí, procura o líder do pedaço, dono do famoso Bazar São José, no bairro da Penha…”. Penha? “Sim, porra! Zona Leste, perto do Tatuapé, onde fica seu Corinthians! “. Ah, sim. Lá fomos nós dois, na Veraneio Chevrolet, azul, temida e respeitada, com o Seo João Paulada como motorista. Arrumamos lugar para estacionar, e vejo uma pequena avenida interditada, onde desfilava blocos e pequenas escolas de samba, como um carnaval de rua de uma cidade de interior. Um pequeno palanque armado em uma das calçadas. Subimos. Imagens pontuais. Tudo tinha que ser aproveitado. Procuro o vereador. Anoto na lauda dados. Gravando! Mando de prima: Vereador Buscamante….”Como repórter! BUSTAMANTE!”. Sem parar, o Tigrão, pelo barulho, não nos ouvia direito. Nem com o fone. Emendo para piorar: Perdão, Vereador Buscavante…. BUSTAMANTE!” Ele muito gordo, efusivo, ficou vermelho…fiz três perguntas, entrevistei dois foliões e olhei para trás. O vi sendo consolado por três mulatas. Nos mandamos. Na volta, conto. Eles riem. E falo: com aquelas mulatas todas, acho que é Buscamante, por sinal, BUSCAMANTÍSSIMO! Gargalhadas. E eu pensando no que o editor da matéria, quando visse, iria falar. Na fé. Até. Saravá.

Gilson Ribeiro

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